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Cafeína Utilizada como Recurso Ergogênico:

Boa parte de suplementos a base de ervas que prometem energia, vitalidade e emagrecimento, certamente conterão em sua composição cafeína, a substância   mais popularmente conhecida para essa finalidade.

A cafeína tem sido considerada um ergogênico nutricional por estar presente em várias bebidas consumidas diariamente, como o café, alguns refrigerantes e chás, embora não apresente qualquer valor nutricional, sendo classificada como uma droga com efeitos farmacológicos de ação estimulante.

O uso de cafeína por atletas tornouse evidente nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984), quando alguns membros da equipe de ciclismo dos Estados Unidos declararam publicamente terem usado esse alcalóide como estimulante durante as competições. O uso dessa substância tem-se tornado mais comum nos últimos anos, particularmente por atletas que disputam provas de ciclismo e corredores de longas distâncias. O Canadian Drug-Free Sport Center estima que 26% dos atletas canadenses entre 11 e 18 anos utilizam-se de cafeína objetivando uma melhoria no desempenho.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA CAFEÍNA?

A cafeína tem sido utilizada com grande freqüência, de forma aguda, previamente à realização de exercícios físicos, com o intuito de protelar a fadiga, o cansaço/preguiça, estimular o sistema nervoso central, aumentar mobilização e queima de gordura, melhorar a contratilidade muscular e diminuir a percepção do esforço (o indivíduo fica mais resistente) conseqüentemente aprimorar o desempenho físico, sobretudo em atividades de longa duração .

Existem três hipóteses para explicar estes efeitos, a primeira envolve o efeito direto da cafeína em alguma porção do sistema nervoso central, afetando a percepção subjetiva de esforço e/ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular. Assim, acreditase que a ação estimulante da cafeína no SNC envolve a estimulação do sistema nervoso simpático, aumentando a liberação e, conseqüentemente, a ação das catecolaminas, particularmente a epinefrina.

Contudo, essa hipótese é ainda extremamente especulativa, haja vista as grandes limitações que envolvem esse tipo de investigação, particularmente em seres humanos, pela falta de medidas diretas e objetivas.

A segunda teoria pressupõe o efeito direto da cafeína sobre co-produtos do músculo esquelético. As possibilidades incluem: alteração de íons, particularmente sódio e potássio; inibição da fosfodiesterase (PDE), possibilitando um aumento na concentração de adenosina monofosfato cíclica (AMPc); efeito direto sobre a regulação metabólica de enzimas semelhantes às fosforilases (PHOS); e aumento na mobilização de cálcio através do retículo sarcoplasmático, o qual contribui para o potencialização da contração muscular.

A terceira teoria diz respeito ao aumento na oxidação das gorduras e redução na oxidação de carboidratos (CHO). Acredita-se que a cafeína gera um aumento na mobilização dos ácidos graxos livres dos tecidos e/ou nos estoques intramusculares. Esse efeito supostamente ocorreria de maneira indireta por meio do aumento na produção de catecolaminas na circulação, particularmente a epinefrina ou, diretamente, antagonizando os receptores de adenosina que normalmente inibem a mobilização dos ácidos graxos livres (AGLs), aumentando a oxidação da gordura muscular e reduzindo a oxidação de carboidratos.

COMO UTILIZAR?

O efeito ergogênico da cafeína sobre o desempenho tem sido evidenciado após a ingestão aguda de doses de cafeína entre 5 e 6 mg/kg de peso corporal. Tais quantidades produzem concentrações de cafeína na urina abaixo dos limites estabelecidos pelo COI para detecção de doping. O pico da cafeína se dá 1 hora após sua ingestão (ou seja, tomar de 30 -40 minutos antes do exercício), e as doses variam de 1-5mg por quilo de peso. O ideal é começar com uma dose pequena e aumentar aos poucos. Não é indicado ultrapassar 6mg por kg/dia. Leia o rótulo dos produtos ou tome em cápsulas para ter noção das quantidades ingeridas. Embora a administração desta substância possa ser feita de diversas formas, a forma oral tem sido a preferida por atletas e pesquisadores, em seus estudos, pela fácil aplicabilidade.

Vale ressaltar que diversos fatores como as dosagens de cafeína empregadas, o tipo de exercício físico utilizado, o estado nutricional, o estado de aptidão física individual, além da tolerância à cafeína. Não faça uso de suplementação por conta própria, procure um nutricionista para avaliar se você necessita de suplementação, e qual suplemento indicado!

ATENÇÃO! Algumas contraindicações para o uso de cafeína:
Não uitlize se você for…
 For hipertenso (pressão arterial alta);
Tiver algum distúrbio cardíaco (arritmia, má-formação, etc.);
For ansioso demais;
Tiver insônia;
For agitado ou muito preocupado;
Tiver úlcera ou gastrite;
Tiver anemia instalada ou pré-disposição para (a cafeína diminui absorção de ferro).
REFERÊNCIAS:

EFEITOS ERGOGÊNICOS DA CAFEÍNA SOBRE O DESEMPENHO FÍSICO ALTIMARI et. al.

A INFLUÊNCIA DA CAFEÍNA COMO RECURSO ERGOGÊNICO NO EXERCÍCIO FÍSICO: SUA AÇÃO E EFEITOS COLATERAIS.  Altermann et. al.

www.nutricionistagiovanaguido.wordpress.com

 


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